Decreto Nº 12955 DE 29/04/2026


 Publicado no DOU em 30 abr 2026


Regulamenta a Contribuição Social sobre Bens e Serviços - CBS e dá outras providências.


Gestor de Documentos Fiscais

ÍNDICE REMISSIVO
LIVRO I - DAS NORMAS COMUNS À CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE BENS E SERVIÇOS E AO IMPOSTO SOBRE BENS E SERVIÇOS arts. 2º a 464
TÍTULO I - DAS NORMAS GERAIS DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE BENS E SERVIÇOS arts. 2º a 103
CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES PRELIMINARES arts. 2º e 3º
CAPÍTULO II - DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE BENS E SERVIÇOS SOBRE OPERAÇÕES COM BENS E SERVIÇOS arts. 4º a 64
Seção I - Das hipóteses de incidência arts. 4º a 8º
Seção II - Das imunidades arts. 9º a 10
Seção III - Do momento de ocorrência do fato gerador art. 11
Seção IV - Do local da operação art. 12
Seção V - Da base de cálculo arts. 13 a 16
Seção VI - Das alíquotas arts. 17 e 18
Seção VII - Da sujeição passiva arts. 19 a 25
Seção VIII - Das modalidades de extinção dos débitos arts. 26 a 58
Subseção I - Disposições gerais art. 26
Subseção II - Do pagamento pelo contribuinte art. 27
Subseção III - Do recolhimento na liquidação financeira - Split Payment arts. 28 a 35
Subseção IV - Do recolhimento pelo adquirente art. 36
Subseção V - Do pagamento pelo responsável art. 37
Seção IX - Do pagamento indevido ou a maior art. 38
Seção X - Do ressarcimento arts. 39 e 40
Seção XI - Dos regimes de apuração arts. 41 a 46
Seção XII - Da não cumulatividade arts. 47 a 56
Seção XIII - Da devolução e do cancelamento arts. 57 a 58
Seção XIV - Da correção do valor do débito de Contribuição Social sobre Bens e Serviços arts. 59 a 64
Subseção I - Da correção nas operações que gerarem crédito para o adquirente arts. 59 e 60
Subseção II - Da correção nas operações que não gerarem crédito para o adquirente art. 61
Seção XV - Dos bens e serviços de uso ou consumo pessoal arts. 62 a 64
CAPÍTULO III - DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE BENS E SERVIÇOS SOBRE IMPORTAÇÕES arts. 65 a 89
Seção I - Da hipótese de incidência art. 65
Seção II - Da importação de bens imateriais e serviços arts. 66 a 74
Seção III - Da importação de bens materiais arts. 75 a 89
Subseção I - Do fato gerador arts. 75 a 77
Subseção II - Do momento da apuração art. 78
Subseção III - Do local da importação de bens materiais art. 79
Subseção IV - Da base de cálculo arts. 80 e 81
Subseção V - Da alíquota art. 82
Subseção VI - Da sujeição passiva arts. 83 a 86
Subseção VII - Do pagamento arts. 87 e 88
Subseção VIII - Da não cumulatividade art. 89
CAPÍTULO IV - DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE BENS E SERVIÇOS SOBRE EXPORTAÇÕES arts. 90 a 103
Seção I - Disposições gerais arts. 90 e 91
Seção II - Das exportações de bens imateriais e de serviços arts. 92 a 94
Seção III - Das exportações de bens materiais arts. 95 a 102
Seção IV - Do Regime de Fornecimento de Combustível para Aeronave em Tráfego Internacional art. 103
TÍTULO II - DAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS arts. 104 a 151
CAPÍTULO I - DO CADASTRO COM IDENTIFICAÇÃO ÚNICA RELATIVO À CBS E AO IBS arts. 104 a 111
Seção I - Do cadastro arts. 104 a 108
Seção II - Do ambiente de compartilhamento arts. 109 a 111
CAPÍTULO II - DO DOCUMENTO FISCAL ELETRÔNICO arts. 112 a 151
Seção I - Disposições gerais arts. 112 a 114
Seção II - Da obrigatoriedade arts. 115 e 116
Seção III - Disposições técnicas arts. 117 a 129
Seção IV - Da autorização de uso arts. 130 a 134
Seção V - Dos documentos auxiliares art. 135
Seção VI - Da contingência arts. 136 a 139
Seção VII - Dos eventos fiscais arts. 140 a 145
Seção VIII - Disposições finais arts. 146 a 150
Seção IX - Disposições transitórias art. 151
TÍTULO III - DOS REGIMES ADUANEIROS ESPECIAIS, DOS REGIMES DE BAGAGEM E DE REMESSAS INTERNACIONAIS, DAS ZONAS DE PROCESSAMENTO DE EXPORTAÇÃO E DOS REGIMES DOS BENS DE CAPITAL arts. 152 a 198
CAPÍTULO I - DOS REGIMES ADUANEIROS ESPECIAIS arts. 152 a 170
Seção I - Do regime de trânsito arts. 152 e 153
Seção II - Dos regimes de depósito Arts. 154 a 158
Subseção I - Disposições gerais relativas a regimes de depósito arts. 154 a 157
Subseção II - Do regime de lojas francas art. 158
Seção III - Dos regimes de permanência temporária arts. 159 e 160
Seção IV - Dos regimes de aperfeiçoamento arts. 161 a 163
Seção V - Do Regime Aduaneiro Especial Aplicável ao Setor de Petróleo e Gás art. 164
Seção VI - Disposições comuns aos regimes aduaneiros especiais arts. 165 a 170
CAPÍTULO II - DOS REGIMES DE BAGAGEM E DE REMESSAS INTERNACIONAIS arts. 171 a 178
Seção I - Das isenções dos regimes de bagagem e de remessas internacionais art. 171
Seção II - Disposições específicas relativas a remessas internacionais arts. 172 a 178
CAPÍTULO III - DAS ZONAS DE PROCESSAMENTO DE EXPORTAÇÃO arts. 179 a 184
CAPÍTULO IV - DO COMPARTILHAMENTO DE INFORMAÇÕES RELATIVAS AO COMÉRCIO EXTERIOR art. 185
CAPÍTULO V - DOS REGIMES DOS BENS DE CAPITAL arts. 186 a 198
Seção I - Do Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária art. 186
Seção II - Do Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura arts. 187 e 188
Seção III - Do Regime Tributário para Incentivo à Atividade Naval arts. 189 a 194
Seção IV - Da desoneração da aquisição de bens de capital arts. 195 a 198
TÍTULO IV - DA CESTA BÁSICA NACIONAL DE ALIMENTOS art. 199
TÍTULO V - DOS REGIMES DIFERENCIADOS DA CBS art. 200 a 258
CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS arts. 200 e 201
CAPÍTULO II - DA REDUÇÃO EM TRINTA POR CENTO DAS ALÍQUOTAS DA CBS art. 202
CAPÍTULO III - DA REDUÇÃO EM SESSENTA POR CENTO DAS ALÍQUOTAS DA CBS arts. 203 a 218
Seção I - Disposições gerais art. 203
Seção II - Dos serviços de educação art. 204
Seção III - Dos serviços de saúde art. 205
Seção IV - Dos dispositivos médicos art. 206
Seção V - Dos dispositivos de acessibilidade próprios para pessoas com deficiência art. 207
Seção VI - Dos medicamentos arts. 208 e 209
Seção VII - Dos alimentos destinados ao consumo humano art. 210
Seção VIII - Dos produtos de higiene pessoal e limpeza majoritariamente consumidos por famílias de baixa renda art. 211
Seção IX - Dos produtos agropecuários, aquícolas, pesqueiros, florestais e extrativistas vegetais in natura art. 212
Seção X - Dos insumos agropecuários e aquícolas arts. 213 e 214
Seção XI - Das produções nacionais artísticas, culturais, de eventos, jornalísticas e audiovisuais art. 215
Seção XII - Da comunicação institucional art. 216
Seção XIII - Das atividades desportivas art. 217
Seção XIV - Da soberania e da segurança nacional, da segurança da informação e da segurança cibernética art. 218
CAPÍTULO IV - DA REDUÇÃO A ZERO DAS ALÍQUOTAS DA CBS arts. 219 a 232
Seção I - Disposições Gerais art. 219
Seção II - Dos dispositivos médicos art. 220
Seção III - Dos dispositivos de acessibilidade próprios para pessoas com deficiência art. 221
Seção IV - Dos medicamentos art. 222
Seção V - Dos produtos de cuidados básicos à saúde menstrual art. 223
Seção VI - Dos produtos hortícolas, frutas e ovos art. 224
Seção VII - Dos automóveis de passageiros adquiridos por pessoas com deficiência ou com transtorno do espectro autista e por motoristas profissionais que destinem o automóvel à utilização na categoria de aluguel (táxi) arts. 225 a 231
Seção VIII - Dos serviços prestados por Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT) sem fins lucrativos art. 232
CAPÍTULO V - DO TRANSPORTE PÚBLICO COLETIVO DE PASSAGEIROS RODOVIÁRIO E METROVIÁRIO DE CARÁTER URBANO, SEMIURBANO E METROPOLITANO art. 233
CAPÍTULO VI - DA REABILITAÇÃO URBANA DE ZONAS HISTÓRICAS E DE ÁREAS CRÍTICAS DE RECUPERAÇÃO E RECONVERSÃO URBANÍSTICA arts. 234 a 237
CAPÍTULO VII - DO PRODUTOR RURAL E DO PRODUTOR RURAL INTEGRADO NÃO CONTRIBUINTE arts. 238 a 249
CAPÍTULO VIII - DO TRANSPORTADOR AUTÔNOMO DE CARGA PESSOA FÍSICA NÃO CONTRIBUINTE arts. 250 a 255
CAPÍTULO IX - DOS RESÍDUOS E DEMAIS MATERIAIS DESTINADOS À RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO OU LOGÍSTICA REVERSA ADQUIRIDOS DE PESSOA FÍSICA, COOPERATIVA OU OUTRA FORMA DE ORGANIZAÇÃO POPULAR arts. 256 e 257
CAPÍTULO X - DOS BENS MÓVEIS USADOS ADQUIRIDOS DE PESSOA FÍSICA NÃO CONTRIBUINTE PARA REVENDA art. 258
TÍTULO VI - DOS REGIMES ESPECÍFICOS DA CBS arts. 259 a 430
CAPÍTULO I - DOS COMBUSTÍVEIS arts. 259 a 268
Seção I - Disposições gerais art. 259
Seção II - Da base de cálculo arts. 260 e 261
Seção III - Das alíquotas específicas art. 262
Seção IV - Da Sujeição Passiva arts. 263 e 264
Seção V - Das operações com etanol anidro combustível arts. 265 e 266
Seção VI - Dos créditos na aquisição de combustíveis submetidos ao regime de tributação monofásica art. 267
Seção VII - Demais obrigações acessórias art. 268
CAPÍTULO II - DOS SERVIÇOS FINANCEIROS arts. 269 a 329
Seção I - Disposições gerais arts. 269 a 272
Seção II - Disposições comuns aos serviços financeiros arts. 273 a 285
Seção III - Das operações de crédito, de câmbio, com títulos e valores mobiliários, de securitização e de faturização arts. 286 a 294
Seção IV - Do Arrendamento Mercantil Operacional arts. 295 e 296
Seção V - Do arrendamento mercantil financeiro arts. 297 e 298
Seção VI - Da Administração de Consórcio arts. 299 a 301
Seção VII - Da Gestão e Administração de Recursos, Inclusive de Fundos de Investimento arts. 302 a 307
Seção VIII - Do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e dos Demais Fundos Garantidores e Executores de Políticas Públicas arts. 308 e 309
Seção IX - Dos arranjos de pagamento arts. 310 a 314
Seção X - Dos programas de fidelização art. 315
Seção XI - Das atividades de entidades administradoras de mercados organizados, infraestruturas de mercado e depositárias centrais arts. 216 a 318
Seção XII - Dos seguros, resseguros, previdência complementar e capitalização arts. 319 a 325
Seção XIII - Dos serviços de ativos virtuais arts. 326 e 327
Seção XIV - Da importação de serviços financeiros art. 328
Seção XV - Da exportação de serviços financeiros art. 329
CAPÍTULO III - DOS PLANOS DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE arts. 330 a 346
CAPÍTULO IV - DOS CONCURSOS DE PROGNÓSTICOS arts. 347 a 358
CAPÍTULO V - DOS BENS IMÓVEIS arts. 359 a 390
Seção I - Disposições gerais arts. 359 a 362
Seção II - Do momento da ocorrência do fato gerador art. 363
Seção III - Da base de cálculo arts. 364 a 378
Subseção I - Disposições gerais arts. 364 e 365
Subseção II - Do valor de referência do imóvel arts. 366 a 368
Subseção III - Do redutor de ajuste arts. 369 a 375
Subseção IV - Do Redutor Social arts. 376 a 378
Seção IV - Da Alíquota art. 379
Seção V - Da Incorporação Imobiliária e do Parcelamento de Solo art. 380
Seção VI - Da sujeição passiva arts. 381 a 384
Seção VII - Disposições finais arts. 385 a 390
CAPÍTULO VI - DAS SOCIEDADES COOPERATIVAS arts. 391 a 395
CAPÍTULO VII - DOS BARES, RESTAURANTES, HOTELARIA, PARQUES DE DIVERSÃO E PARQUES TEMÁTICOS, TRANSPORTE COLETIVO DE PASSAGEIROS E AGÊNCIAS DE TURISMO arts. 396 a 420
Seção I - Dos bares e restaurantes arts. 396 a 401
Seção II - Da hotelaria, parques de diversão e parques temáticos arts. 402 a 407
Subseção I - Dos serviços de hotelaria arts. 408 a 410
Subseção II - Dos parques de diversão e parques temáticos arts. 411 a 413
Seção III - Do transporte coletivo de passageiros rodoviário intermunicipal e interestadual, ferroviário, hidroviário e aéreo regional e do transporte de carga aéreo regional arts. 414 a 416
Seção IV - Das agências de turismo arts. 417 a 420
CAPÍTULO VIII - DA SOCIEDADE ANÔNIMA DO FUTEBOL - SAF arts. 421 a 429
CAPÍTULO IX - DAS MISSÕES DIPLOMÁTICAS, REPARTIÇÕES CONSULARES E OPERAÇÕES ALCANÇADAS POR TRATADO INTERNACIONAL arts. 430 e 431
Seção I - Regime Específico Previsto em Tratado ou Convenção Internacional art. 430
Seção II - Reembolso dos valores de CBS pagos em operações com bens ou serviços destinados a missões diplomáticas e repartições consulares de caráter permanente e aos respectivos funcionários acreditados art. 431
TÍTULO VII - DA ZONA FRANCA DE MANAUS E DAS ÁREAS DE LIVRE COMÉRCIO arts. 432 a 438
CAPÍTULO I - DA ZONA FRANCA DE MANAUS arts. 432 a 435
Seção I - Das Disposições gerais arts. 432 a 435
CAPÍTULO II - DAS ÁREAS DE LIVRE COMÉRCIO arts. 436 a 438
TÍTULO VIII - DAS COMPRAS GOVERNAMENTAIS arts. 439 a 443
TÍTULO IX - DA CONSULTA SOBRE A APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO COMUM À CBS E AO IBS arts. 444 a 450
TÍTULO X - DA HARMONIZAÇÃO DA CBS E DO IBS arts. 451 a 459
CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS arts. 451 a 454
CAPÍTULO II - DO COMITÊ DE HARMONIZAÇÃO DAS ADMINISTRAÇÕES TRIBUTÁRIAS arts. 455 e 456
CAPÍTULO III - DO FÓRUM DE HARMONIZAÇÃO JURÍDICA DAS PROCURADORIAS arts. 457 e 458
CAPÍTULO IV - DO ATO CONJUNTO DO COMITÊ DE HARMONIZAÇÃO DAS ADMINISTRAÇÕES TRIBUTÁRIAS E DO FÓRUM DE HARMONIZAÇÃO JURÍDICA DAS PROCURADORIAS art. 459
TÍTULO XI - DA ASSOCIAÇÃO PÚBLICA art. 460
TÍTULO XII - DO PERÍODO DE TRANSIÇÃO DAS OPERAÇÕES COM BENS IMÓVEIS arts. 461 a 463
CAPÍTULO I - DA INCORPORAÇÃO art. 461
CAPÍTULO II - DO PARCELAMENTO DO SOLO art. 462
CAPÍTULO III - DA LOCAÇÃO, DA CESSÃO ONEROSA E DO ARRENDAMENTO DO BEM IMÓVEL art. 463
TÍTULO XIII - DISPOSIÇÕES FINAIS art. 464
LIVRO II - DAS NORMAS ESPECÍFICAS DA CBS arts. 466 a 616
TÍTULO I - DAS ALÍQUOTAS DA CBS arts. 466 a 484
CAPÍTULO I - DA ALÍQUOTA-PADRÃO DA CBS arts. 466 e 467
CAPÍTULO II - DA ALÍQUOTA DE REFERÊNCIA DA CBS art. 468
CAPÍTULO III - DAS ALÍQUOTAS DA CBS INCIDENTE SOBRE IMPORTAÇÕES DE BENS MATERIAIS art. 469
CAPÍTULO IV - DAS ALÍQUOTAS DA CBS INCIDENTE SOBRE IMPORTAÇÕES DE BENS IMATERIAIS E SERVIÇOS art. 470
CAPÍTULO V - DAS ALÍQUOTAS DA CBS INCIDENTE SOBRE COMBUSTÍVEIS arts. 471 a 479
Seção I - Disposições gerais relativas às alíquotas da CBS incidente sobre combustíveis arts. 471 a 476
Seção II - Das alíquotas da CBS Incidente sobre EAC e B100 art. 477
Seção III - Das Alíquotas da CBS Incidente sobre EHC arts. 478 e 479
CAPÍTULO VI - DAS ALÍQUOTAS DA CBS INCIDENTE SOBRE SERVIÇOS FINANCEIROS arts. 480 a 484
Seção I - Das alíquotas da CBS Incidente sobre serviços financeiros em geral arts. 480 e 481
Seção II - Das alíquotas da CBS Incidente sobre operações relacionadas ao FGTS arts. 482 a 484
TÍTULO II - DOS PERCENTUAIS DE CREDITAMENTO PRESUMIDO DA CBS arts. 485 e 486
CAPÍTULO I - DOS PERCENTUAIS DE CREDITAMENTO PRESUMIDO EM RELAÇÃO A RESÍDUOS E DEMAIS MATERIAIS DESTINADOS À RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO OU LOGÍSTICA REVERSA ADQUIRIDOS DE PESSOA FÍSICA, COOPERATIVA OU OUTRA FORMA DE ORGANIZAÇÃO POPULAR art. 485
CAPÍTULO II - DOS PERCENTUAIS DE CREDITAMENTO PRESUMIDO EM RELAÇÃO A BENS MÓVEIS USADOS ADQUIRIDOS DE PESSOA FÍSICA NÃO CONTRIBUINTE PARA REVENDA art. 486
TÍTULO III - DA DEVOLUÇÃO E DO CANCELAMENTO art. 487
TÍTULO IV - DA DOCUMENTAÇÃO FISCAL NA IMPORTAÇÃO art. 488
TÍTULO V - DO RESSARCIMENTO arts. 489 e 490
TÍTULO VI - DO PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR DA CBS art. 491
TÍTULO VII - DA DEVOLUÇÃO PERSONALIZADA DA CBS (CASHBACK) arts. 492 a 514
TÍTULO VIII - DOS PROGRAMAS DE INCENTIVO À CIDADANIA FISCAL art. 515
TÍTULO IX - DA DEVOLUÇÃO DA CBS AO TURISTA ESTRANGEIRO art. 516
TÍTULO X - DOS REGIMES DIFERENCIADOS DA CBS arts. 517 a 527
CAPÍTULO I - DO PROGRAMA UNIVERSIDADE PARA TODOS - PROUNI art. 517
CAPÍTULO II - DO REGIME AUTOMOTIVO arts. 518 a 527
Seção I - Das disposições gerais arts. 518 a 520
Seção II - Do cálculo do crédito presumido relativo aos projetos habilitados com base no art. 11-C da Lei nº 9.440, de 14 de março de 1997 art. 521
Seção III - Do cálculo do crédito presumido relativo aos projetos habilitados com base nos art. 1º a art. 4º da Lei nº 9.826, de 23 de agosto de 1999 art. 522
Seção IV - Da utilização dos créditos presumidos art. 523
Seção V - Do descumprimento das condições para fruição do crédito presumido arts. 524 a 527
TÍTULO XI - DA ZONA FRANCA DE MANAUS E DAS ÁREAS DE LIVRE COMÉRCIO arts. 528 a 550
CAPÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES ESPECÍFICAS DA CBS RELATIVAS À ZONA FRANCA DE MANAUS arts. 528 a 535
CAPÍTULO II - DAS DISPOSIÇÕES ESPECÍFICAS DA CBS RELATIVAS ÀS ÁREAS DE LIVRE COMÉRCIO arts. 536 a 542
CAPÍTULO III - DO INGRESSO DE BENS DE ORIGEM NACIONAL NA ZONA FRANCA DE MANAUS E NAS ÁREAS DE LIVRE COMÉRCIO arts. 543 a 548
Seção I - Disposições gerais arts. 543 a 545
Seção II - Do internamento de bens materiais arts. 546 a 548
CAPÍTULO IV - DO INGRESSO DE BENS DE PROCEDÊNCIA ESTRANGEIRA NA ZONA FRANCA DE MANAUS E NAS ÁREAS DE LIVRE COMÉRCIO arts. 549 e 550
Seção I - Disposições gerais art. 549
Seção II - Do ingresso de bens de procedência estrangeira art. 550
TÍTULO XII - DA ADMINISTRAÇÃO DA CBS arts. 551 a 581
CAPÍTULO I - DO PROGRAMA NACIONAL DE CONFORMIDADE TRIBUTÁRIA art. 551
CAPÍTULO II - DA FISCALIZAÇÃO E DO LANÇAMENTO DE OFÍCIO arts. 552 a 570
Seção I - Da competência para fiscalizar arts. 552 a 556
Seção II - Da fiscalização e do procedimento fiscal arts. 557 e 558
Seção III - Do lançamento de ofício arts. 559 e 560
Seção IV - Do Domicílio Tributário Eletrônico e das intimações art. 561 a 563
Seção V - Das presunções legais art. 564
Seção VI - Da documentação fiscal e auxiliar art. 565 e 566
Seção VII - Do Regime Especial de Fiscalização arts. 567 a 570
CAPÍTULO III - DAS INFRAÇÕES E DAS PENALIDADES RELATIVAS À CBS arts. 571 a 578
CAPÍTULO IV - DAS PENALIDADES ADMINISTRATIVAS NÃO TRIBUTÁRIAS RELATIVAS AO RECOLHIMENTO DOS TRIBUTOS NA LIQUIDAÇÃO FINANCEIRA - SPLIT PAYMENT arts. 579 a 581
TÍTULO XIII - DA TRANSIÇÃO PARA A CBS arts. 582 a 616
CAPÍTULO I - DA FIXAÇÃO DAS ALÍQUOTAS DURANTE A TRANSIÇÃO arts. 582 a 601
Seção I - Da Fixação das Alíquotas da CBS durante a transição arts. 582 a 585
Seção II - Da fixação das alíquotas de referência de 2027 a 2035 arts. 586 a 600
Subseção I - Disposições gerais art. 586
Subseção II - Da receita de referência art. 587
Subseção III - Do cálculo das alíquotas de referência art. 588
Subseção IV - Do cálculo da alíquota de referência da CBS arts. 589 a 596
Subseção V - Da fixação das alíquotas de referência em 2034 e 2035 art. 597
Subseção VI - Do limite para as alíquotas de referência em 2030 e 2035 arts. 598 a 600
Seção III - Do redutor a ser aplicado sobre as alíquotas da CBS nas operações contratadas pela administração pública de 2027 a 2033 art. 601
CAPÍTULO II - DA UTILIZAÇÃO DO SALDO CREDOR DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP E DA COFINS E DOS CRÉDITOS INICIAIS DA CBS arts. 602 a 613
CAPÍTULO III - DA TRANSIÇÃO APLICÁVEL AOS BENS DE CAPITAL arts. 614 e 615
CAPÍTULO IV - OUTRAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS art. 616
LIVRO III - DAS DISPOSIÇÕES FINAIS arts. 617 a 620
ANEXO I - TAXAS ANUAIS DE DEPRECIAÇÃO (ART. 48, § 1º)
ANEXO II - REPETRO (ART. 164)
TABELA I - LISTA DE BENS (REPETRO-TEMPORÁRIO) (Art. 164, INCISO I)
TABELA II - LISTA DE BENS (GNL-TEMPORÁRIO) (Art. 164, INCISO II)
TABELA III - LISTA DE BENS (REPETRO-PERMANENTE) (Art. 164, INCISO III)
TABELA IV - LISTA DE BENS (REPETRO-ENTREPOSTO) (Art. 164, INCISO VI)
ANEXO III - LISTA DE BENS COM SUSPENSÃO DO PAGAMENTO DA CBS NO REGIME DIFERENCIADO DO REPORTO (Art. 186, § 5º)
ANEXO IV - LISTA DE BENS DE CAPITAL SUJEITOS A SUSPENSÃO DO PAGAMENTO DA CBS NAS OPERAÇÕES DESTINADAS A CONTRIBUINTE NO REGIME REGULAR (ART. 196)
ANEXO V - LISTA DE BENS DE CAPITAL DESONERADOS NAS OPERAÇÕES DESTINADAS A NÃO CONTRIBUINTES (Art. 197)
TABELA I - TRATORES, MÁQUINAS E IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS, DESTINADOS A PRODUTOR RURAL NÃO CONTRIBUINTE (Art. 197, I)
TABELA II - VEÍCULOS DE TRANSPORTE DE CARGA DESTINADOS A TRANSPORTADOR AUTÔNOMO DE CARGA PESSOA FÍSICA NÃO CONTRIBUINTE (Art. 197, II)

TÍTULO VII - DA ZONA FRANCA DE MANAUS E DAS ÁREAS DE LIVRE COMÉRCIO

CAPÍTULO I - DA ZONA FRANCA DE MANAUS

Seção I - Das Disposições gerais

Art. 432. Os benefícios relativos à Zona Franca de Manaus estabelecidos no Título XI do Livro II aplicam-se até a data estabelecida pelo art. 92-A do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. (Art. 439 da Lei Complementar nº 214, de 16 de janeiro de 2025)

Art. 433. Para fins deste Capítulo e do Título XI do Livro II, considera-se: (Art. 440 da Lei Complementar nº 214, de 16 de janeiro de 2025)

I - Zona Franca de Manaus - a área definida e demarcada nos termos do art. 2º do Decreto-Lei nº 288, de 28 de fevereiro de 1967, regulamentado pelo art. 2º do Decreto nº 61.244, de 28 de agosto de 1967, compreendendo parte dos Municípios de Manaus, Rio Preto da Eva e Itacoatiara;

II - indústria incentivada - a pessoa jurídica contribuinte da CBS e habilitada na forma do art. 435, inciso II, para fruição de benefícios fiscais na industrialização de bens na Zona Franca de Manaus, exceto aqueles de que trata o art. 434;

III - bem intermediário:

a) o produto industrializado destinado à incorporação ou ao consumo em processo de industrialização de outros bens, desde que o destinatário imediato seja estabelecimento industrial; ou

b) o produto destinado à embalagem pelos estabelecimentos industriais; e

IV - bem final - aquele sobre o qual não se agrega mais valor no processo produtivo e que é destinado ao consumo.

Parágrafo único. Para fins deste Capítulo e do Título XI do Livro II, em todas as operações entre partes relacionadas observar-se-á o disposto no art. 14.

Art. 434. Não estão contemplados pelo regime favorecido da Zona Franca de Manaus: (Art. 441 da Lei Complementar nº 214, de 16 de janeiro de 2025)

I - armas e munições;

II - fumo e seus derivados;

III - bebidas alcoólicas;

IV - automóveis de passageiros;

V - petróleo, lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo, observado o disposto nos § 1º a § 6º; e

VI - produtos de perfumaria ou de toucador, preparados e preparações cosméticas, salvo quanto a estes, classificados nas posições 33.03 a 33.07 da NCM/SH, se destinados exclusivamente ao consumo interno na Zona Franca de Manaus ou se produzidos com utilização de matérias-primas da fauna e da flora regionais, em conformidade com processo produtivo básico.

§ 1º Excetuam-se da previsão do inciso V do caput, exclusivamente, as saídas internas de petróleo, lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo promovidas por indústria de refino de petróleo localizada na Zona Franca de Manaus, desde que cumprido o processo produtivo básico, mantida a vedação para todas as demais etapas.

§ 2º Considera-se saída interna de que trata o § 1º o fornecimento de bem material refinado pela indústria de refino de petróleo localizada na Zona Franca de Manaus e destinado exclusivamente ao consumo nessa área incentivada.

§ 3º Para os fins do § 1º, o refino de petróleo consiste na transformação de petróleo e suas frações, podendo incluir o processamento de matérias-primas renováveis, para produção de derivados por meio de processos físicos e químicos, excluídas as formulações de combustíveis derivados de petróleo realizadas exclusivamente por mistura mecânica de correntes de hidrocarbonetos.

§ 4º A mistura de combustíveis derivados de petróleo com biocombustíveis não se enquadra no conceito de refino de petróleo de que trata o § 3º.

§ 5º As operações incentivadas de refino de petróleo de que trata o inciso V do caput deverão ser registradas em item separado do documento fiscal da operação.

§ 6º Os produtos listados no inciso V do caput não se beneficiam do regime favorecido da Zona Franca de Manaus nas operações de entrada na indústria de refino de petróleo ali situada, inclusive na importação.

Art. 435. É condição para habilitação aos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus: (Art. 442 da Lei Complementar nº 214, de 16 de janeiro de 2025)

I - a inscrição específica em cadastro da Superintendência da Zona Franca de Manaus - Suframa, para a pessoa jurídica que desenvolva atividade comercial, de fornecimento de serviços ou industrial não alcançada pelo disposto no inciso II; e

II - a inscrição específica em cadastro da Suframa e aprovação de projeto técnico-econômico pelo Conselho de Administração da Suframa, com base nos respectivos processos produtivos básicos, para pessoa jurídica que desenvolva atividade industrial incentivada.

§ 1º O contribuinte que optar pela habilitação aos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus de que trata o caput obriga-se ao cumprimento de obrigações principais e acessórias estabelecidas neste Capítulo e no Título XI do Livro II.

§ 2º O processo de análise técnica dos projetos técnico-econômicos a serem submetidos ao Conselho de Administração da Suframa deverá ocorrer, na forma a ser estabelecida em resolução desse Conselho, com a participação da Suframa e dos órgãos técnicos responsáveis pelas finanças e pela política de desenvolvimento do Estado do Amazonas e dos Municípios integrantes da Zona Franca de Manaus.

§ 3º O processo de análise técnica para fixação ou alteração dos processos produtivos básicos, a serem submetidos aos titulares dos Ministérios de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, deverá ocorrer de forma conjunta entre representantes desses Ministérios, da Suframa e dos órgãos técnicos responsáveis pelas finanças e pela política de desenvolvimento do Estado do Amazonas e dos Municípios integrantes da Zona Franca de Manaus, na forma a ser estabelecida em portaria interministerial.

§ 4º Os representantes dos órgãos técnicos referidos nos § 2º e § 3º serão indicados pelos respectivos chefes dos Poderes Executivos.

§ 5º No processo de aprovação dos projetos técnico-econômicos e dos processos produtivos básicos de que trata este artigo, deverão ser ouvidos o Estado do Amazonas e o Município de Manaus, mediante manifestação formal dos chefes dos Poderes Executivos estadual e municipal por meio dos órgãos a que se refere o § 2º.

§ 6º Permanecem válidos para fins da CBS:

I - a inscrição específica ativa em cadastro da Suframa;

II - os projetos técnico-econômicos aprovados e não cancelados pelo Conselho de Administração da Suframa, os quais deverão ser por ele convalidados, com as devidas adequações à legislação vigente, nos prazos e termos definidos em ato conjunto da RFB, da Suframa e do CGIBS; e

III - os processos produtivos básicos fixados.

§ 7º A Suframa deverá comunicar às administrações tributárias federal, estadual e municipal da respectiva área incentivada de ingresso do bem, nos prazos e termos definidos em ato conjunto da RFB, da Suframa e do CGIBS, quando:

I - ocorrer o bloqueio da inscrição específica em seu cadastro, hipótese em que as administrações tributárias deverão suspender a aplicação dos incentivos fiscais até a regularização da empresa;

II - ocorrer a suspensão do pedido de licenciamento de importação de insumos, hipótese em que as administrações tributárias deverão suspender os incentivos fiscais concedidos na importação, até que seja sanada a inadimplência que a originou;

III - ocorrer a suspensão dos incentivos fiscais atribuídos ao bem, hipótese em que as administrações tributárias deverão suspender a concessão dos incentivos, por igual período, até que haja a regularização da situação;

IV - ocorrer o cancelamento dos incentivos fiscais atribuídos ao bem, hipótese em que as administrações tributárias deverão cancelar a aplicação dos incentivos fiscais concedidos;

V - for detectado que a empresa auferiu indevidamente os incentivos fiscais administrados pela autarquia, hipótese em que as autoridades fiscais deverão exigir o tributo que deixou de ser recolhido no período correspondente; ou

VI - for constatado o descumprimento do processo produtivo básico ou de outros compromissos assumidos pelo sujeito passivo por ocasião da aprovação do projeto técnico-econômico e dos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação. (Art. 327-A, § 1º, da Lei Complementar nº 214, de 16 de janeiro de 2025)

§ 8º A Suframa disponibilizará, semestralmente, às administrações tributárias federal, estadual e municipal dos bens incentivados os pareceres de acompanhamento dos projetos técnico-econômicos, ou documentos com efeito equivalente, elaborados no período.

CAPÍTULO II - DAS ÁREAS DE LIVRE COMÉRCIO

Art. 436. Os benefícios relativos às Áreas de Livre Comércio estabelecidos neste Capítulo e no Título XI do Livro II aplicam-se até a data estabelecida pelo art. 92-A do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. (Art. 458 da Lei Complementar nº 214, de 16 de janeiro de 2025)

Art. 437. Para fins do disposto neste Capítulo e no Título XI do Livro II, as seguintes Áreas de Livre Comércio ficam contempladas com regime favorecido: (Art. 459 da Lei Complementar nº 214, de 16 de janeiro de 2025)

I - Tabatinga, Estado do Amazonas, criada pela Lei nº 7.965, de 22 de dezembro de 1989;

II - Guajará-Mirim, Estado de Rondônia, criada pela Lei nº 8.210, de 19 de julho de 1991, e regulamentada pelo Decreto nº 843, de 23 de junho de 1993;

III - Boa Vista e Bonfim, Estado de Roraima, criadas pela Lei nº 8.256, de 25 de novembro de 1991, e regulamentadas pelo Decreto nº 6.614, de 23 de outubro de 2008;

IV - Macapá e Santana, Estado do Amapá, criadas pelo art. 11 da Lei nº 8.387, de 30 de dezembro de 1991, e regulamentadas pelo Decreto nº 517, de 8 de maio de 1992; e

V - Brasiléia, com extensão a Epitaciolândia, e Cruzeiro do Sul, Estado do Acre, criadas pela Lei nº 8.857, de 8 de março de 1994, e regulamentadas pelo Decreto nº 1.357, de 30 de dezembro de 1994.

Art. 438. É condição para habilitação aos incentivos fiscais das Áreas de Livre Comércio: (Art. 460 da Lei Complementar nº 214, de 16 de janeiro de 2025)

I - a inscrição específica em cadastro da Suframa, para a pessoa jurídica que desenvolva atividade comercial, fornecimento de serviços ou industrial não alcançada pelo disposto no inciso II; e

II - a inscrição específica em cadastro da Suframa e aprovação de projeto técnico-econômico pelo Conselho de Administração da Suframa para desenvolvimento de atividade de industrialização de produtos em cuja composição final haja preponderância de matérias-primas de origem regional, provenientes dos segmentos animal, vegetal, mineral, exceto os minérios do Capítulo 26 da NCM/SH, ou agrossilvopastoril, nos termos de resolução do Conselho de Administração da Suframa, observada a legislação ambiental pertinente, para pessoa jurídica que desenvolva atividade industrial incentivada.

§ 1º O contribuinte que optar pela habilitação aos incentivos fiscais das Áreas de Livre Comércio de que trata o caput obriga-se ao cumprimento de obrigações principais e acessórias estabelecidas neste Capítulo e no Título XI do Livro II.

§ 2º O processo de análise técnica dos projetos técnico-econômicos a serem submetidos ao Conselho de Administração da Suframa deverá ocorrer, na forma a ser estabelecida em resolução desse Conselho, com a participação da Suframa e dos órgãos técnicos responsáveis pelas finanças e pela política de desenvolvimento dos Estados e do Munícipio em que se localiza a respectiva Área de Livre Comércio em que o projeto será implantado.

§ 3º Os representantes dos órgãos técnicos referidos no § 2º serão indicados pelos respectivos chefes dos Poderes Executivos.

§ 4º No processo de aprovação dos projetos técnico-econômicos de que trata este artigo, deverão ser ouvidos o Estado e o Município em que se localiza a Área de Livre Comércio, mediante manifestação formal dos chefes dos Poderes Executivos estadual e municipal, por meio dos órgãos a que se refere o § 2º.

§ 5º A Suframa disciplinará os critérios para caracterização da preponderância de matéria-prima de origem regional na composição final do produto de que trata o inciso II do caput .

§ 6º A exigência de produção em conformidade com processo produtivo básico, de que trata o art. 434, caput,inciso VI, para os contribuintes habilitados aos incentivos fiscais nas áreas de livre comércio, será suprida pela produção em conformidade com o projeto técnico-econômico de que trata o inciso II do caput deste artigo.

§ 7º Permanecem válidos para fins da CBS:

I - a inscrição específica ativa em cadastro da Suframa; e

II - os projetos técnico-econômicos aprovados e não cancelados pelo Conselho de Administração da Suframa, os quais deverão ser por ele convalidados, com as devidas adequações à legislação vigente, nos prazos e termos definidos em ato conjunto da RFB, da Suframa e do CGIBS.

§ 8º A Suframa deverá comunicar às administrações tributárias federal, estadual e municipal da respectiva área incentivada de ingresso do bem, nos prazos e termos definidos em ato conjunto da RFB, da Suframa e do CGIBS, quando:

I - ocorrer o bloqueio da inscrição específica em seu cadastro, hipótese em que as administrações tributárias deverão suspender a aplicação dos incentivos fiscais até a regularização da empresa;

II - ocorrer a suspensão do pedido de licenciamento de importação de insumos, hipótese em que as administrações tributárias deverão suspender os incentivos fiscais concedidos na importação, até que seja sanada a inadimplência que a originou;

III - ocorrer a suspensão dos incentivos fiscais atribuídos ao produto, hipótese em que as administrações tributárias deverão suspender a concessão dos incentivos, por igual período, até que haja a regularização da situação;

IV - ocorrer o cancelamento dos incentivos fiscais atribuídos ao bem, hipótese em que as administrações tributárias deverão cancelar a aplicação dos incentivos fiscais concedidos;

V - for detectado que a empresa auferiu indevidamente os incentivos fiscais administrados pela autarquia, hipótese em que as autoridades fiscais deverão exigir o tributo que deixou de ser recolhido no período correspondente; e

VI - for constatado o descumprimento do processo produtivo básico ou de outros compromissos assumidos pelo sujeito passivo por ocasião da aprovação do projeto técnico-econômico e dos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação. (Art. 327-A, § 1º, da Lei Complementar nº 214, de 16 de janeiro de 2025)

§ 9º A Suframa disponibilizará, semestralmente, às administrações tributárias federal, estadual e municipal dos bens incentivados os pareceres de acompanhamento dos projetos técnico-econômicos, ou documentos com efeito equivalente, elaborados no período.