Brasil e Reino Unido realizam encontro sobre ampliação de comércio e investimentos diretos nesta quarta-feira (11/11)


11 nov 2020 - Comércio Exterior

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A 11ª edição do Comitê Econômico e de Comércio Conjunto entre Brasil e Reino Unido reunirá autoridades da área de comércio internacional dos dois países.

Autoridades brasileiras e britânicas realizam, nesta quarta-feira (11/11), a 11ª edição do Comitê Econômico e de Comércio Conjunto entre Brasil e Reino Unido (Jetco, na sigla em inglês). O objetivo do encontro – que será realizado por videoconferência, das 11h30 às 13 horas – é discutir em alto nível as principais questões da relação bilateral em comércio e investimentos entre os dois países, buscando formas de aumentar os fluxos de bens, serviços e investimentos.

A delegação brasileira será liderada pelo secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Roberto Fendt, e terá a participação de representantes dos ministérios das Relações Exteriores; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; além da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). A comitiva britânica será liderada pela secretária de Estado para o Comércio Internacional do Reino Unido, Liz Truss.

Entre os assuntos da pauta estão as perspectivas de longo prazo para o aprofundamento da relação bilateral por meio da negociação de acordos relacionados ao comércio e ao investimento – um deles para evitar os efeitos da dupla tributação sobre as empresas que operam no mercado internacional. Também devem ser discutidos temas como propriedade intelectual, sustentabilidade e cooperação em fóruns multilaterais.

Essas questões foram abordadas previamente em uma mesa redonda com representantes dos setores privados brasileiro e britânico, no último dia 3 de novembro. Ao final do encontro desta quarta-feira, os dois países emitirão um comunicado conjunto com as principais conclusões e medidas acertadas.

Inserção internacional

O secretário especial Roberto Fendt lembra que uma das principais diretrizes estratégicas do governo federal é expandir a inserção internacional da economia brasileira. “O fortalecimento dos laços comerciais com parceiros tradicionais é um passo significativo nessa direção, e acredito que Brasil e Reino Unido estão especialmente alinhados para fortalecer sua parceria”, comenta.

Ele explica que o mundo e sua estrutura produtiva passam por transformações significativas, antes e durante a pandemia da Covid-19, o que reforça a importância de melhorar o ambiente de negócios e eliminar ineficiências e distorções, de modo a facilitar a integração do setor produtivo brasileiro com as cadeias globais de valor e disponibilizar produtos mais baratos e de melhor qualidade aos consumidores. "O comércio internacional tem provado ser a ferramenta mais efetiva de geração de prosperidade, sendo essencial em um processo de recuperação econômica sustentável", afirma Fendt.

SAIBA MAIS:

Balança Comercial

>> A corrente de comércio de bens entre Brasil e Reino Unido somou US$ 5,29 bilhões em 2019, com um aumento de 1,5% em relação a 2018, quando havia registrado US$ 5,21 bilhões.

>> A balança comercial brasileira com o Reino Unido registrou superávit de US$ 639 milhões no ano passado, com US$ 2,96 bilhões em exportações e US$ 2,32 bilhões em importações.

>> Os principais produtos brasileiros exportados para o Reino Unido em 2019 foram ouro em formas semimanufaturadas, para uso não monetário (25,8%); silício (5%); soja, mesmo triturada (4,5%); celulose (4,4%); além de preparações e conservas de carne de frango (4,3%).

>> Os destaques nas importações foram tubos flexíveis de ferro ou aço (10%); medicamentos para medicina humana e veterinária (8,6%); automóveis de passageiros (6,5%); inseticidas, formicidas, herbicidas e produtos semelhantes (6,3%); e torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes e suas partes (5,4%).

Investimentos bilaterais

>> Conforme dados do Banco Central do Brasil, em 2018, o estoque de investimentos diretos no Brasil provenientes do Reino Unido – referente à participação no capital do investidor imediato – totalizou cerca de US$ 16,7 bilhões, o que posicionou o país como a 8ª maior origem de investimentos diretos no Brasil. Os investimentos britânicos no Brasil se concentram no setor de serviços financeiros (aproximadamente US$ 6,12 bilhões).

>> Em 2019, ingressaram no Brasil cerca de US$ 2,9 bilhões provenientes do Reino Unido.

>> O investimento direto do Brasil no Reino Unido, por sua vez, totalizou aproximadamente US$ 5,05 bilhões, estando a maior parte dos investimentos concentrados em serviços financeiros (cerca de US$ 4,34 bilhões).


Fonte: Ministério da Economia